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Pragas no jardim: como identificar

Pragas no jardim: como identificar
11 de Março de 2020   |   Paisagismo | Meio Ambiente | Ecologia | Jardins Inteligentes | Irrigação

Vira e mexe recebemos contato de pessoas que estão preocupadas com seus jardins, seja porque detectaram alguns bichinhos nas plantas ou porque o jardim apresenta alguma deficiência no seu desenvolvimento. Mas você sabia que as vezes esse mal desenvolvimento está relacionado a alguma praga que está devastando a saúde da planta? E Que essas pragas podem ser evitadas apenas com a especificação correta de vegetação para cada situação? Pois é, falaremos sobre isso hoje.


Assim como todos os seres vivos, as plantas estão suscetíveis a doenças - que podem ser ocasionadas por bactérias, fungos, vírus e nematoides - e ataques de outros seres que utilizam a planta como hospedeiro para abrigo, reprodução e principalmente alimentação. Esse ataque acontece basicamente quando eles coexistem de forma não natural ou quando a vegetação fica fragilizada pela má adaptação ao local de implantação, ambos os casos são facilmente ocasionados pela especificação incorreta de vegetação. Através do ataque desses seres, que são denominados de pragas por serem agentes visíveis, pode acontecer a redução no crescimento e na área vegetativa da planta, exposição de acesso para entrada de doenças e até mesmo sua morte.
O termo praga está relacionado ao agente visível, e sendo assim, se torna possível o fácil controle quando detectado no início de sua manifestação. Os sintomas apresentados podem ser de dois tipos, necróticos ou plásticos. Os necróticos são aqueles que causam degeneração e morte das células, tecidos e órgãos. Ou seja, eles podem ser identificados como manchas, crestamento, seca, perfuração, morte de ponteiros, podridão, mumificação, tombamento, gomose, cancro e murcha. Ou os sintomas podem ser plásticos, que são aqueles que provocam anomalias no crescimento, multiplicação ou diferenciação de células vegetais, que geralmente leva à distorção nos órgãos da planta. Portanto, tanto um quanto o outro podem ser identificados por pessoas não especializadas no assunto. E nós vamos te ensinar como fazer isso!
Para conseguir identificar se tem algo de errado com o seu jardim, você precisa saber quais são as pragas principais das plantas ornamentais e quais são suas características. Elas são:



  • Ácaro: Os ácaros se parecem com aranhas bem pequenas e costumam fazer teias e colônias nas folhas. Por se alimentarem raspando ou sugando a seiva do lado inferior das folhas, o sintoma visível mais fácil de se notar são manchas bronzeadas na parte de baixo das folhas.


           



  • Besouro: Podendo alimentar-se de folhas, botões florais, flores e raízes, acabam deixando rastros físicos de destruição. Algumas espécies também possuem larvas que penetram nos caules e ramos formando galerias em seu interior - portanto procure por larvas também.


                



  • Cigarrinhas: Você já ouviu a expressão "árvore que chora"? Pois é, esse é um dos sintomas visíveis do ataque por cigarras. Em gramados e árvores elas costumam ocultar as formas jovens em uma espuma protetora branca, que se parece com a neve, e que escorre pelo tronco - daí a expressão. Além disso elas sugam continuamente a seiva das plantas, injetando toxinas que causam deformações nas folhas.


   



  • Cochonilhas: São pequenos insetos sugadores que excretam um líquido açucarado (fumagina) que pode atrair formigas e favorecer o crescimento de fungos.


    



  • Cupins: Muito conhecido para nós seres urbanos através do ataque a móveis, assoalhos e telhados, pode também atacar os troncos das plantas - afinal todos os itens citados possuem a mesma constituição básica.


   



  • Formigas: As principais espécies relacionadas, saúvas e quenquéns, cortam folhas e brotações, causando danos físicos notáveis às plantas cultivadas.


       



  • Grilos e paquinhas: São seres mastigadores e subterrâneos, portanto atacam raízes e colo das plantas. Ou seja, sua ação é mais difícil de ser notada.


   



  • Lagartas: Formas jovens de borboletas e mariposas, elas consomem muito alimento e vivem em sociedade, causando assim destruição física e galerias nos troncos ou folhas.


        



  • Mosca branca: Na verdade são parentes das cigarrinhas, que deixam ovos e ninfas na face inferior das folhas, e propiciam a formação de fumagina por serem sugadores.


              



  • Larva minadora: Constroem minas no interior das folhas, fazendo caminhos aparentes.


               



  • Percevejos: Famosos por seus odores desagradáveis, esses seres provocam a seca das folhas.


              



  • Pulgões: Atacam principalmente as brotações e excretam líquido açucarado (da mesma forma que as cochonilhas), podendo ocasionar a fumagina.


          



  • Tripes: Raspam e sugam a seiva de folhas e flores, causando estrias e deformações. Sob ataque intenso, as folhas adquirem coloração prateada.


     


Vale lembrar que além dessas pragas citadas, existem muitas outras. E também é bom notar que existem muitas espécies de seres vivos não nocivos que são confundidos com pragas, como formigas inofensivas. Como você pode perceber, alguns sintomas são bem comuns e outros bem peculiares. Então é importante que você consulte uma empresa de manutenção com equipe técnica. Ela saberá identificar corretamente a praga, a doença e o melhor jeito de tratar a vegetação. Portanto se você notar algo de estranho acontecendo com as suas plantas, chame imediatamente uma equipe de manutenção especializada.
Além disso, boa parte do controle de pragas é feito através do manejo adequado e boa especificação de vegetação no projeto paisagístico. Por exemplo, algumas pragas atacam plantas específicas que ficam embaixo de beirais que pegam chuva. Por isso é essencial que você contrate uma empresa de paisagismo com equipe técnica capacitada para fazer um bom planejamento de projeto e escolher corretamente a vegetação de acordo com o local de implantação, isso fará TODA a diferença em relação ao aparecimento de pragas e doenças. 


Nos projetos de paisagismo do Grupo Le Notre, sempre há uma atenção especial na especificação das vegetações, para que elas tenham simbiose positiva entre si, minimizando assim os ataques de pragas e doenças.


A implantação de jardins bem feita, com foco na qualidade de solo também ajuda muito a proteger as plantas. 


Varios tratos culturais na manutenção de jardins também são fundamentais para reduzir o ataque de pragas, como irrigação por aspersão, borrifar água sobre folhas e ramos, técnicas de podas adequadas, entre outros. 


E quando nossos clientes necessitam de orientações para controles de pragas e doenças, temos sempre um engenehrio agrônomo especialista para orientá-lo.


 


 


 

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